SSPCIC abre Casa de Passagem para mulheres em situação de rua no dia 7 de agosto
- Serviço Social Promoçao da Cidadania
- 4 de ago.
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Novo espaço da OSC, implantado em parceria com a Prefeitura de Santa Bárbara d´Oeste e o Governo Federal, vai homenagear a madre Elisabeth Bruyere, fundadora da Congregação das Irmãs da Caridade de Ottawa
O SSPCIC vai abrir um espaço de acolhimento, com atendimento humanizado e de transformação de vida das mulheres em situação de rua em Santa Bárbara d´Oeste. Trata-se da Casa de Passagem “Elisabeth Bruyere”.

A abertura para convidados será no dia 7 de agosto, às 15h, no Jardim Brasília, em Santa Bárbara d´Oeste. O espaço oferece condições de abrigar confortavelmente as mulheres. Inclusive, dispõe de espaço arborizado e área gourmet, para favorecer o contato com a natureza e a integração social.
O Serviço Social em Promoção da Cidadania Imaculada Conceição venceu o edital de chamamento público para assumir a casa de passagem. A entidade já tem expertise em serviços de alta complexidade, através da Casa Abrigo para Mulheres Vítima de violência.
Meta é empoderamento e autonomia
Para a assistente social, irmã Maria Geni de Brito, a Casa de Passagem é de suma importância para atuar junto as mulheres que enfrentam múltiplas vulnerabilidades, como conflitos com filhos e familiares, dificuldades de inserção no mercado de trabalho, drogadição, entre outras.
Para irmã Geni, os desafios pela frente são atender a diversidade de realidades das mulheres em situação de rua; o cumprimento dos parâmetros nacionais para esta população e a preparação dos profissionais para realizar atendimento de excelência.
A intenção – explicou irmã Geni – é fortalecer as mulheres, promover a autonomia e incentivar para que saiam das ruas.
A meta é atender até 8 mulheres em situação de rua. Segundo irmã Geni, o espaço vai oferecer condições para que sejam acolhidas, que passem por uma escuta ativa e se sintam valorizadas.
A diferença com a Casa Abrigo para vítimas de violência e seus dependentes é que as atendidas na Casa de Passagem terão mais liberdade de ir e vir e as regras do serviço serão mais flexíveis. Mas regras terão que ser cumpridas também. A Casa de Passagem também não é sigilosa, como é o caso do abrigo.
Funcionamento 24 horas
Quem assumiu a coordenação do projeto foi a assistente social Mailde da Cruz Prates. Ela trabalhou um ano e meio na Casa Abrigo e já tem experiência em lidar com mulheres em situação de vulnerabilidade.
Além disso, coordenou o Projeto Entrelaçando Sonhos e Laços Solidários, da entidade, que atuavam na geração de emprego e renda, especialmente para mulheres.
Mailde explicou que o funcionamento do abrigo será 24 horas. No período, as acolhidas farão atividades internas e poderão ser encaminhadas para alfabetização.
A coordenadora está preparada para enfrentar desafios como receber mulheres sobre o efeito de álcool e drogas, com doenças transmissíveis e em condições precárias de higiene.

Sem discriminação
Para o presidente da entidade, Antonio Pereira, a execução de mais este serviço demonstra a seriedade e a eficiência da entidade no atendimento de casos mais complexos na área de assistência social.
“Nossa intenção é prestar um atendimento diferenciado e humanizado às mulheres em situação de rua, que já enfrentam discriminação, preconceito e abandono. Agora, vão ter um local para se abrirem e para reconstruírem suas vidas, se assim quiserem”, afirmou Pereira.

Quem foi Élisabeth Bruyère
(19 de março de 1818 – 5 de abril de 1876)
Foi a fundadora das Irmãs da Caridade de Bytown e abriu o primeiro hospital e a primeira escola bilíngue em Ontário, no Canadá. Hoje a Congregação chama-se ICO (Irmãs da Caridade de Ottawa).
Atuou na construção de escolas católicas, hospitais e orfanatos, sempre em defesa dos menos favorecidos. Também esteve na linha de frente no enfrentamento de epidemias e no surto de tifo em 1847. A ICO também instalou asilos para idosos.
Por mais de 150 anos, a ICO tem sido um pilar da assistência médica em Ottawa. Elisabeth Bruyère é considerada a fundadora da organização beneficente associada, a Fundação Bruyère.
Duas freiras dessa congregação trabalham na entidade. Hoje, a ICO atua em ao menos nove países.



